O Tesouro Direto transformou a forma como pessoas físicas acessam títulos públicos e se tornou um importante pilar para quem busca investir de maneira segura. Nesta leitura, você encontrará informações completas e atualizadas para construir sua trajetória de investimento neste mercado.
Desde seu lançamento em 2002, o Tesouro Direto já atraiu milhões de investidores, estimulando uma cultura de educação financeira e uso de títulos públicos como instrumento de construção de patrimônio.
A plataforma de investimento em títulos públicos foi criada pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, permitindo que qualquer pessoa com CPF e conta em instituição habilitada opere via internet. É um ambiente digital estável e transparente, com acesso a cotações, curvas de juros e histórico de preços.
Qualquer investidor com CPF e conta habilitada pode aplicar a partir de investimento mínimo de trinta reais, tornando o acesso extremamente democrático.
Existem títulos que se ajustam a diferentes perfis e objetivos. Eles variam entre pós-fixados, prefixados e atrelados à inflação. Abaixo, uma visão geral dos principais:
Alguns papéis pagam juros semestrais e vencimento, ofertando fluxo de caixa regular e previsibilidade para quem busca pagamentos periódicos.
Tesouro Selic: indicado para reserva de emergência e substituto da poupança, acompanha a taxa básica de juros. Ideal para quem busca segurança e liquidez sem surpresas de marcação a mercado.
Tesouro Prefixado: garante taxa fixa se mantido até o vencimento, permitindo projeções claras de ganhos. No entanto, sofre oscilações no mercado secundário quando negociado antes do prazo final.
Tesouro IPCA+: protege o capital da inflação, pois remunera com IPCA mais uma taxa fixa. É recomendado para horizontes de médio a longo prazo, assegurando preservação do poder de compra.
O imposto de renda em títulos públicos segue tabela regressiva, que reduz a alíquota conforme o tempo de aplicação. Até 180 dias a alíquota é de 22,5%, de 181 a 360 dias cai para 20%, de 361 a 720 dias para 17,5% e acima de 721 dias chega a 15%. A taxa de custódia da B3 é de 0,25% ao ano, isenta para Tesouro Selic até R$ 10.000 por CPF.
Por exemplo, ao aplicar R$ 10.000 por seis meses em um título prefixado que rendeu 10%, o investidor pagará 20% de IR sobre os R$ 1.000 de ganho, resultando em R$ 800 líquidos.
Compreender as nuances de rentabilidade superior à poupança e inflação requer atenção às taxas, pois custos menores podem resultar em ganhos líquidos significativamente maiores a longo prazo.
Um dos grandes trunfos do Tesouro Direto é a liquidez diária. É possível vender títulos a qualquer momento, com liquidação em D+1, por meio de bancos ou corretoras habilitadas.
As ordens de venda podem ser registradas até as 18h em dias úteis. A B3 garante o sistema de compra pelo Tesouro Nacional, assegurando que haja sempre contraparte disponível.
No entanto, resgates antecipados estão sujeitos a marcação a mercado, o que pode gerar oscilações no valor de resgate. É fundamental entender as condições antes de vender antecipadamente.
Essa facilidade e rapidez de operação se traduz em liquidez diária com liquidação em D+1, permitindo que o investidor mantenha flexibilidade sem abrir mão de segurança.
Investir em Tesouro Direto oferece benefícios únicos. Confira alguns dos principais:
Adicionalmente, o Tesouro Direto permite compra fracionada de papéis, facilitando estratégias de diversificação sem grandes aportes. Programações de investimento automático promovem disciplina financeira e ajudam a suavizar o efeito de volatilidade.
Embora seja considerado de baixo risco, o Tesouro Direto também apresenta situações que merecem atenção:
É importante avaliar riscos de mercado e marcação a mercado antes de tomar decisões de resgate antecipado. Cenários de alta de juros podem reduzir preços de títulos prefixados, gerando oportunidades de compra para investidores com visão de longo prazo.
O volume aplicado no Tesouro Direto atingiu R$ 6,86 bilhões em setembro de 2025, distribuídos em 927.119 operações, um aumento de 7,3% em relação ao mês anterior. Em agosto, foram R$ 6,39 bilhões em 861.853 operações.
Os estoques se distribuem principalmente entre Tesouro IPCA+ (R$ 1.273,1 bilhões), Prefixado (R$ 560,4 bilhões) e Selic (R$ 99,310 bilhões). O cenário de inflação persistente e taxa Selic em 15% torna os papéis pós-fixados especialmente atrativos.
Atualmente, 60% dos investidores no Tesouro Direto têm menos de 40 anos. A média de aplicação inicial é de R$ 3.500, e o crescimento do volume total em relação a 2020 é de 45%, reflexo do maior interesse em renda fixa.
Seguir um processo estruturado melhora a experiência e reduz erros. Veja os passos básicos:
Após o cadastro, é possível optar por compra direta a preço de mercado ou por ordem limitada, definindo o preço máximo disposto a pagar. Alguns sistemas oferecem simuladores que projetam cenários de ganhos até o vencimento.
Para potencializar seus resultados, considere reservar parte da carteira para Tesouro Selic, garantindo recursos para emergências. Destine parcelas a títulos prefixados se o cenário de juros altos persistir e aproveite os papéis atrelados ao IPCA para blindar seu poder de compra ao longo dos anos.
Mantenha-se atento ao cenário econômico de alta volatilidade global e ajuste posições conforme mudanças na política fiscal e monetária. Monte uma carteira escalonada com títulos de prazos diferentes e realize rebalanceamentos semestrais para aproveitar oportunidades e reduzir riscos. Revisões periódicas asseguram que seus investimentos continuem alinhados com suas metas financeiras.
Referências