A aquisição de uma casa própria é um marco de estabilidade e realização pessoal.
No Brasil, o contexto atual apresenta desafios e oportunidades únicas para os que desejam ingressar no mercado imobiliário via crédito. Com as recentes mudanças regulatórias, o cenário se torna mais acessível, especialmente para a classe média.
Atualmente, o crédito imobiliário representa cerca de 10% do PIB nacional, mas o governo tem como meta elevar esse número para 15-20% nos próximos dez anos. Essa estratégia alinha o Brasil a padrões internacionais, aproximando-se de referências como o Chile.
Nos últimos anos, houve uma redução na disponibilidade de recursos devido ao aumento nos saques da poupança, principal fonte de financiamento habitacional. Essa retração impactou diretamente a oferta de crédito e, consequentemente, o sonho de muitas famílias.
Em 2025, iniciou-se a fase de transição para o novo modelo de crédito imobiliário, com plena implementação prevista para janeiro de 2027. Entre as principais alterações, destacam-se:
limite máximo de R$ 2,25 milhões para imóveis financiados via SFH, aumento expressivo em relação aos R$ 1,5 milhão anteriores. Além disso, o percentual financiável de até 80% do valor do imóvel e a redução da entrada mínima para 20% tornam o processo mais acessível.
As condições de juros também foram otimizadas, com taxa de juros de até 12% ao ano (incluindo tarifas e comissões), abaixo da taxa básica de 15% em 2025. Outro ponto relevante é a ampliação no uso do FGTS para entrada, amortização ou quitação de imóveis de até R$ 2,25 milhões.
O novo programa foca principalmente na classe média, especialmente famílias com renda mensal entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, que anteriormente encontravam dificuldades em acessar linhas com juros competitivos. Paralelamente, o Minha Casa, Minha Vida segue atendendo quem tem renda de até R$ 12 mil, com faixas especiais para reformas.
Estima-se que até 2026 a Caixa Econômica Federal libere cerca de 80 mil novos financiamentos nessa faixa ampliada, contribuindo para a inclusão de um público antes restrito ao mercado premium ou ao locativo.
Confira a evolução dos principais parâmetros do SFH e como eles podem impactar sua decisão:
No primeiro ano do novo modelo, a previsão é de R$ 111 bilhões em novos financiamentos, representando um acréscimo de R$ 52,4 bilhões em comparação ao modelo anterior. Desse total, R$ 36,9 bilhões estarão disponíveis imediatamente após a implementação.
Esse impulso deve estimular a construção civil, gerar empregos e fortalecer a cadeia produtiva, movimentando a economia e criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento.
Para atender diferentes perfis e necessidades, o mercado oferece:
Os prazos de financiamento podem chegar a prazos de até 35 anos para residências e 30 anos para imóveis comerciais, permitindo parcelas mais suaves no orçamento familiar.
Em maio de 2025, as principais instituições ofereciam condições como: Caixa Econômica Federal: a partir de 10,99% a.a. + TR; Banco do Brasil: 12% a.a. + TR; Itaú: 12,19% a.a. + TR; Santander: 12,5% a.a. + TR; Bradesco: 13,5% a.a. + TR. Esses valores variam conforme perfil do cliente e negociação.
Ao seguir essas etapas com atenção, você evita surpresas e acelera o processo de aprovação.
Mesmo com melhorias, o Brasil ainda enfrenta custos de crédito elevados, com taxas reais estimadas entre 9% e 10% ao ano. Para driblar esse cenário, é crucial adotar boas práticas financeiras e se preparar adequadamente.
Com a expectativa de ampliar a participação do crédito imobiliário no PIB para até 20% até 2027, o setor deve manter o ritmo de crescimento, atraindo investidores e fortalecendo a concorrência. Novas instituições, incluindo fintechs, poderão ofertar soluções ainda mais personalizadas.
Este é um momento único para quem planeja a compra do imóvel dos sonhos. Ao alinhar informação, planejamento e proatividade, você transforma oportunidades em conquistas duradouras.
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Referências