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Financiamento de Energia Solar: Economia e Sustentabilidade

Financiamento de Energia Solar: Economia e Sustentabilidade

16/01/2026 - 12:25
Maryella Faratro
Financiamento de Energia Solar: Economia e Sustentabilidade

O Brasil vive um momento singular na adoção de energia solar, impulsionado por avanços tecnológicos e políticas de apoio. O financiamento é a mola propulsora dessa trajetória, permitindo que famílias, empresas e comunidades aproveitem toda a expansão da energia solar fotovoltaica e garantam redução significativa das despesas com eletricidade.

Panorama do Mercado Solar Brasileiro

Atualmente, o Brasil ocupa a 6ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia solar, representando 21,9% da matriz elétrica nacional e consolidando-se como a segunda maior fonte de geração do país. Em 2024, foram adicionados 14,3 GW, elevando a potência operacional a 52,2 GW, e a projeção para 2025 aponta para cerca de 64–65 GW.

  • 37,5 GW em geração distribuída (GD) até maio de 2025;
  • 17,6 GW em geração centralizada (GC) até maio de 2025;
  • 195 mil sistemas fotovoltaicos instalados no 1º trimestre de 2025;
  • R$ 245,1 bilhões captados em investimentos desde o início da expansão;
  • Mais de 1,6 milhão de empregos gerados no setor solar.

Esses números reforçam o potencial de um setor em pleno crescimento, marcado por crescimento sustentável do setor elétrico e por oportunidades de inclusão social.

Importância do Financiamento para a Expansão Solar

O financiamento é crucial para viabilizar projetos solares, pois reduz a barreira inicial de investimento e torna a energia limpa acessível a diferentes perfis de consumidores. Em 2024, as aprovações de crédito para projetos fotovoltaicos cresceram 12,4%, com cerca de 45 mil propostas aprovadas.

No entanto, o cenário em 2025 apresenta desafios: a taxa Selic chegou ao maior patamar desde 2006, oscilando entre 12,25% e 15% ao ano, impactando prazos de payback e retorno financeiro seguro a longo prazo. Juros elevados encarecem parcelas e exigem critérios de crédito mais rígidos, especialmente para quem tem renda informal ou soluções inovadoras de financiamento para residências.

Principais Fontes de Crédito e Condições

O mercado de financiamento para sistemas de geração distribuída no Brasil é diversificado, envolvendo bancos tradicionais, cooperativas, fintechs especializadas e linhas públicas. As instituições mais atuantes no 1º semestre de 2025 foram:

  • BV: 28% das operações;
  • Santander: 19%;
  • Solfácil: 18%;
  • Sicredi: 16%;
  • Sol Agora: 15%;
  • Banco do Brasil: 13%;
  • Sicoob: 12%;
  • Bradesco: 7%;
  • Banco do Nordeste (BNB): 7%;
  • Losango: 5%.

Para entender melhor as condições oferecidas, confira a tabela comparativa de algumas linhas de crédito:

Modelos de Financiamento Disponíveis

Existem três grandes categorias de financiamento para sistemas solares:

  • Financiamento bancário tradicional – prazo de 3 a 10 anos, parcelas fixas e direcionadas a residências, comércios e indústrias.
  • Fintechs e correspondentes bancários – processo 100% online, análise ágil e integração com fornecedores de equipamentos.
  • Linhas públicas e de desenvolvimento – recursos subsidiados por bancos de fomento e programas federais, focados em sustentabilidade e inclusão social.

Cada modelo atende a perfis distintos. Famílias de baixa renda podem optar pelo Programa Reforma Casa Brasil, enquanto empresas de médio porte encontram no FNE Verde a oportunidade de investir em armazenamento.

Desafios e Oportunidades em 2025

O aumento das taxas de juros impõe desafios, porém também estimula a criatividade no setor. Formas alternativas de aquisição, como consórcios solares e contratos de PPA (Power Purchase Agreement), ganham espaço. Essas modalidades permitem diluir custos e contratar energia sem imobilizar capital próprio.

Além disso, o mercado de aluguel de sistemas fotovoltaicos e modelos de leasing energético oferecem impacto socioeconômico positivo nas comunidades locais, democratizando o acesso à energia limpa.

Estratégias para Aproveitar o Momento

Para maximizar benefícios e reduzir riscos, considere:

  • Comparar diferentes propostas de crédito e avaliar taxas efetivas;
  • Consultar fintechs especializadas para processos mais rápidos;
  • Avaliar programas públicos de subsídio e linhas de desenvolvimento;
  • Planejar o dimensionamento do sistema conforme o consumo real e o potencial de geração.

Seguindo essas etapas, você garante não apenas linhas públicas de crédito acessíveis e flexíveis, mas também retorno sobre investimento mais seguro e sustentável.

Conclusão

O financiamento de energia solar é uma ferramenta poderosa para promover crescimento sustentável do setor elétrico e gerar impacto socioeconômico positivo nas comunidades locais. Em 2024–2025, o Brasil consolida sua liderança global, mas depende de políticas de crédito e inovação financeira para manter o ritmo de expansão.

Ao explorar as diversas opções de financiamento — bancárias, fintechs e públicas —, você pode transformar seu consumo de energia, economizar na conta de luz e colaborar para um futuro mais verde e resiliente.

Maryella Faratro

Sobre o Autor: Maryella Faratro

Maryella Faratro