Descubra como milhões de brasileiros transformam planejamento e tecnologia em economia real, aproveitando cada centavo com inteligência.
A cada clique e comparação de preços, o consumidor brasileiro demonstra que procurar desconto deixou de ser hobby e virou prática de sobrevivência financeira. Segundo a Serasa Experian, 20% dos consumidores brasileiros – cerca de 34,4 milhões de pessoas – já se encaixam no perfil de “caçador de ofertas”.
Esses perfis se destacam pelo uso intenso de ferramentas digitais: sites especializados em cupom, aplicativos de cashback, comparadores de preço e até robôs de alerta para promoções relâmpago. Além disso, há um claro comportamento social colaborativo, quando compartilham achados em grupos de mensagens e redes sociais.
Não é apenas um movimento de busca pelo mais barato: trata-se de uma resposta direta a orçamentos apertados e inflação alta. A maioria desses consumidores prioriza economia e planejamento, refletido no fato de que 78,2% deles fazem compras online, aproveitando a conveniência do e-commerce.
O perfil demográfico revela nuances importantes. A maioria é do sexo feminino (55,2%), com idade concentrada entre 34 e 48 anos (47,3%), e apenas 5,3% possui mais de 65 anos. Metade pertence à classe C, com renda de até R$ 4 mil mensais, enquanto 18% ganham entre R$ 4 mil e R$ 8 mil. Já o limite médio de gasto por compra não ultrapassa R$ 1 mil para 73,6% dos entrevistados.
Esses números reforçam que os caçadores não buscam ostentar produtos caros de última geração, mas sim maximizar a utilidade de cada real investido. É um consumidor pragmático, que sabe onde e como encontrar descontos verdadeiros, em vez de ofertas ilusórias.
No calendário dos caçadores de ofertas, a Black Friday é comparável a uma competição esportiva de alta intensidade. O Brasil foi o segundo país que mais buscou por esse termo entre setembro de 2024 e setembro de 2025 no Google, com 387 mil buscas, ficando atrás apenas da França e à frente dos Estados Unidos.
Ao contrário de um único dia, hoje percebemos uma temporada de promoções prolongadas, estendendo-se por semanas inteiras. A Fecomercio-SP atribui a mudança à crescente importância do evento: novembro saiu do sexto lugar em faturamento do varejo, em 2008, para o segundo lugar em 2024, ficando atrás somente do Natal.
As projeções confirmam o apetite do mercado: a ABComm estima um faturamento de R$ 13,34 bilhões no e-commerce para a Black Friday 2025, contra R$ 11,63 bilhões em 2024, enquanto a Abiacom projeta um crescimento de 15% nas vendas online.
Os caçadores de ofertas tendem a mirar itens de alto valor, que trazem maior benefício percentual no desconto. Segundo dados de conversão, o ranking de produtos mais pesquisados no Brasil inclui:
Essa lista revela por que bens duráveis, eletrônicos e tecnologia continuam no topo das prioridades. A economia gerada em itens de valor mais elevado é percebida como retorno imediato no bolso.
Pesquisa do Google mostra que 60% dos brasileiros pretendem participar da Black Friday 2025, com intenção de compra em cinco a seis categorias diferentes, número superior ao de anos anteriores. Quatro em cada dez planejam gastar mais do que em 2024.
Entre as categorias mais desejadas, destacam-se:
Além disso, o consumidor conecta pix à vista e parcelamento sem juros no cartão, equilibrando benefícios de preço e comodidade. Cerca de 67% preferem pagar via Pix, e 60% pretendem usar cartão de crédito para compras de maior valor.
Dados do Jornal Nacional mostram que a disposição para comprar aumenta significativamente quando há combinação de ofertas atraentes e conveniências logísticas. Os principais fatores são:
Para maximizar conversão, varejistas combinam promoções com cupons, parcelamento e benefícios logísticos. Na ponta, o caçador de ofertas avalia cada detalhe antes de clicar em “comprar”.
As operações de logística e atendimento são gigantescas. Em um dos maiores centros de distribuição da América Latina, 324 robôs trabalham dia e noite para dar conta do volume recorde de pedidos. Para a Black Friday 2025, mais de 20 mil profissionais foram contratados temporariamente, com previsão de efetivação de até 75% nesse período.
Isso ilustra o efeito multiplicador das promoções: gera emprego, movimenta cadeia de suprimentos e aquece o mercado. Cada clique de desconto envolve uma engrenagem complexa de tecnologia e mão de obra humana.
Quer maximizar suas economias e aproveitar promoções como um especialista? Siga estas dicas práticas:
Adotando essas estratégias, você transforma cada oportunidade de promoção em uma vitória financeira, garantindo não apenas boas compras, mas também saúde orçamentária a longo prazo.
Os caçadores de ofertas mostram que a busca por descontos é mais do que uma questão de preço: é um comportamento racional e estruturado, fundamentado em pesquisa, uso de tecnologia e cooperação social. Em um cenário de custos crescentes, transformar cada promoção em economia real é um exercício de inteligência financeira.
Portanto, ao planejar sua próxima compra, lembre-se de que as promoções podem ser suas aliadas. Basta adotar métodos testados, usar as ferramentas certas e manter o foco no objetivo maior: equilíbrio entre desejo e necessidade.
Referências